quarta-feira, dezembro 16, 2009

O mundo de Sofia - Jostein Gaarder

“Embora não restasse dúvida de que Deus fosse capaz de criar todas as coisas possíveis, dificilmente ele poderia ter criado a si mesmo, sem antes possuir um ‘si mesmo’ através do qual pudesse criar.” (p. 19)

GAARDER, Jostein (1991). O mundo de Sofia. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

Tenho em meu computador, arquivos em que coloco alguns trechos de livros, que por algum motivo chamaram a minha atenção. Às vezes, faço alguma reflexão, ou coloco alguns pensamentos. Esse que acabei de postar, estava separado já há algum tempo, e hoje, tirei o livro da estante, para conferir páginas e ano de publicação. Na verdade, não foi só para isso que o livro saiu da estante... comprei-o em 1996, quando tinha 12 anos. Comecei a ler na época, mas por algum motivo, acabei parando de ler. E isso se repetiu ao menos uma dezena de vezes, nesses últimos 13 anos. Pego o livro, começo a ler, e quando estou por volta da página 60, alguma coisa faz com que eu pare a leitura. Algumas vezes, uma prova do colégio. Outras, uma leitura que tinha data. Às vezes, puro esquecimento. Será que agora eu termino?

Aliás, vocês já pararam para pensar que um livro carrega muito mais do que aquela história que vem escrita?

quinta-feira, dezembro 03, 2009

Haroun e o mar de histórias - Salman Rushdie

"Dar para uma coisa um nome, um rótulo, um cabo para segurar; salvá-la do anonimato, tirá-la fora do Lugar Sem Nome, em suma, identificá-la - eis um jeito de fazer com que a referida coisa passe a existir." (p. 69)

RUSHDIE, Salman (1990). Haroun e o mar de histórias. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.

quinta-feira, setembro 17, 2009

arte?

Mais uma vez, a pergunta. O que faz da fotografia arte? Essa é uma pergunta que venho fazendo recentemente, enquanto trabalho em uma seleção de fotografias que considero "arte". Qual é o meu critério? Até agora, pareço não ter uma definição fechada, e apesar de ter uma idéia, é muito difícil "defini-la". Ela passa muito mais pelo lado "pessoal", e também quando sinto que a imagem "chama". Não é a imagem tecnicamente perfeita, mas aquela que inquieta. Muitas vezes, é isso que seleciono como "arte".

quinta-feira, junho 18, 2009

novos ângulos, outros ângulos

...na hora da chuva...
era um blog de poesia
que ficou meio abandonado
que virou um blog de palavras
o que me parece meio desnecessário dizer.
e que ficou abandonado de novo,
e se tentou voltar...
e voltar...
e voltar...
e nada!
abandonado pelas donas, e imagino, pelas visitas.

Hoje posto uma fotografia, que está no meu flickr e é a minha mais significativa de um novo ensaio fotográfico. Novas maneiras de olhar o mundo, de fotografar, de me posicionar atrás das lentes, sem olhar através delas, olhando por cima. Subversão. Eu me pergunto: arte?

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Nada - Carmen Laforet

"Talvez o sentido da vida de uma mulher consista unicamente em ser descoberta assim, olhada de modo que ela mesma se sinta radiante." (p.193)

LAFORET, Carmen (1945). Nada. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008.

segunda-feira, março 31, 2008

Notícias

Os meses foram passando, e as nossas prioridades momentâneas começaram a mudar. No começo, tínhamos uma enorme sede de postar e dividir poemas; depois, postávamos raramente, até que chegamos no momento de não postar nada em meses! Hoje não é um poema que será postado, apenas notícias. Tenho vontade de voltar a postar, mas no momento, não ando muito ligada em poesia, estou mais concentrada no trabalho e nos estudos, e quando tenho tempo, me ocupo do meu site (http://julinhamoreira.multiply.com/), nesse outro, me ocupo mais das imagens, e raramente utilizo palavras. Há quase dois anos não escrevo nenhum poema, minhas aventuras escritas andam num outro momento, concentradas na faculdade e em algumas idéias ainda não concretizadas.

Acho que pouquíssima gente passa por aqui, mas hoje li um comentário de alguém que passa ou passava por aqui em busca de novos poemas, hoje não tenho nenhum novo pra oferecer, mas quem sabe, logo mais, terei algo novo para postar! Poema, ou alguma outra coisa...

segunda-feira, junho 18, 2007

Convite - Lya Luft

Não sou a areia
onde se desenha um par de asas
ou grades diante de uma janela.
Não sou apenas a pedra que rola
nas marés do mundo,
em cada praia renascendo outra.
Sou a orelha encostada na concha
da vida, sou construção e desmoronamento,
servo e senhor, e sou
mistério

A quatro mãos escrevemos este roteiro
para o palco de meu tempo:
o meu destino e eu.
Nem sempre estamos afinados,
nem sempre nos levamos
a sério.

terça-feira, abril 24, 2007

Canção da Lua Nova - Gustavo Kurlat

Me falaram que a lua
quando fica nua, sem a luz do sol que a veste de giz
é uma atriz que rola num lençol
de cetim
num sem-fim
de estrelas
Todas brincam com ela
que nem Cinderela que ao baile voltou
no fim
e chinfrim
faz suas correrias, rodopia no breu
e até o céu
balança
E acabando sua dança
ela nem descansa e vai se maquiar
no ar
pra atuar
no papel maior: um espelho em flor
que dá luz
ao palco
da terra
mas a terra dormiu...

Boneca de Milho - Gustavo Kurlat

Cabelos de ouro, ouro ao vento
cada manhã de primavera
(e era espuma no meio de um mar
sem mar)
Boneca de milho: uma espiga pra namorar
depois da chuva
antes da chuva
ou enquanto a chuva
durar...

quinta-feira, abril 19, 2007

Não sei - Cora Coralina

Não sei ... se a vida é curta
ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos tem sentido,
se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita.

Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
não seja curta,
nem longa demais
Mas que seja intensa
Verdadeira, pura ...
Enquanto durar.

sexta-feira, março 02, 2007

Persona - Ingmar Bergman (trecho)


"O inútil sonho de ser. Não paracer, mas ser. Estar alerta em todos os momentos. A luta: o que você é com os outros e o que você realmente é. Um sentimento de vertigem e a constante fome de finalmente ser exposta, ser vista por dentro, cortada, até mesmo eliminada. Cada tom de voz, uma mentira. Cada gesto, falso. Cada sorriso, uma careta."

pequeno trecho de uma fala do filme "Persona" de Ingmar Bergman.

quinta-feira, março 01, 2007

Conversa De Botas Batidas - Marcelo Camelo

- Veja você onde é que o barco foi desaguar
- a gente só queria o amor...
- Deus parece às vezes se esquecer
- ai, não fala isso, por favor
Esse é só o começo do fim da nossa vida
Deixa chegar o sonho, prepara uma avenida
que a gente vai passar

- Veja você, quando é que tudo foi desabar
A gente corre pra se esconder...
- E se amar, se amar até o fim
- sem saber que o fim já vai chegar

Deixa o moço bater que eu cansei da nossa fuga
Já não vejo motivos pra um amor de tantas rugas
não ter o seu lugar
Abre a janela agora, deixa que o sol te veja
É só lembrar que o amor é tão maior
que estamos sós no céu

Abre as cortinas pra mim
que eu não me escondo de ninguém
O amor já desvendou nosso lugar
e agora esta de bem

Deixa o moço bater que eu cansei da nossa fuga
Já não vejo motivos pra um amor de tantas rugas
não ter o seu lugar

Diz quem é maior que o amor?
Me abraça forte agora, que é chegada a nossa hora
Vem, vamos além. Vão dizer
que a vida é passageira
Sem notar que a nossa estrela
vai cair

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Janela - Julia Moreira

De um lado, eu;
do outro, ela.
No meio uma janela.
Ponte e abismo,
que nos une e separa.
Será que consigo ir além?

último poema que eu escrevi, em setembro do ano passado

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Melancolia - Flávio Carvalho Ferraz

Eu luto
contra o luto

but the mourning
wakes up early
in the morning.

voltei

Mais notícias... depois de um longo tempo sem postar nada, voltei! Não sei se terei muito tempo pra postar como costumava fazer logo que iniciei o blog, mas tentarei colocar um poema ou outro de vez em quando...